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JORNAL EDITADO POR GUILHERME E EDUARDA DO 2º ANO DO ENSINO MÉDIO. - Posted at 12:34 on 14/6/2007 by Ana Claudia

A Voz Literária

                                                Rio de Janeiro, 18 de Dezembro de 1881

A mais nova obra de Machado de Assis

“Memórias póstumas de Brás Cubas” escandalizam alta sociedade com sua ilustre escrita

Edição e Opinião

Eduarda Russeau critica sobre a abolição da escravatura.


Joaquim Maria Machado de Assis, poeta, romancista, critico e cronista brasileiro, acaba de publicar a sua mais nova obra “Memórias Póstumas de Brás Cubas”que está causando muitas polemicas entre críticos e senhores da alta sociedade devido a suas ousadias formais e seu humor implacável.A obra  não é mais um romance,como as antigas  de  Machado  de  Assis, esta relata sobre o personagem Brás Cubas, um defunto-autor que começa contando detalhes do seu funeral. Depois de algumas digressões, ele retoma a ordem cronológica dos acontecimentos, relatando a infância e a primeira paixão da adolescência, aos 17 anos, pela cortesã Marcela. Presenteia tanto a amada que o pai, irritado com o gasto excessivo, manda-o estudar Direito em Coimbra, Portugal.
    Assim como foi, também volta a chamado do pai porque a mãe está à morte. Namora então Eugênia, a filha de uma amiga pobre da família, enquanto o  pai procura arranjar um  casamento de interesse com Virgília,a filha de um político, o Conselheiro Dutra. Ela, no entanto, casa-se com um político, Lobo Neves, e posteriormente se torna amante de Brás, mantendo com ele encontros na

casa habitada por dona Plácida. Antes de o caso começar, morre o pai de Brás.

Começa então um litígio entre ele e a irmã Sabina pela herança.

Em meio a tudo isso, o protagonista Brás reencontra Quincas Borba, amigo dos

tempos de escola, que lhe apresenta uma doutrina filosófica que criara, o

Catálogo da Exposição de História do Brasil

Ramiz Galvão

 

A mais nova exaustiva e vasta bibliografia sobre assuntos inéditos e localizações geográficas quando D.Pedro II inaugura sua exposição na biblioteca nacional do rio de janeiro

Humanitismo. Virgília parte para o Norte, acompanhando o marido, nomeado presidente de província. Brás namora

então a sobrinha do cunhado Cotrim, mas a garota morre aos 19 anos.



La taverna

A “La taverna” de João Manuel está com preços ótimos passe na rua das laranjeiras e confira.

 Ele, que já se tornara deputado, fracassa na tentativa  de virar ministro de Estado. Frustrado,funda um jornal de  voposição. Percebe, então, que Quincas Borba está enlouquecendo progressivamente.
    Procurado por Virgília, já idosa, Brás ampara dona Plácida, que morre pouco depois. É um período cheio de perdas e decepções: morrem Marcela, o louco Quincas Borba, Lobo Neves e Eugênia aparece em um cortiço. Ao tentar inventar um emplasto que lhe daria a fama tão desejada, Brás Cubas adoece e recebe a visita da ex-amante Virgília e do filho dela. Morre depois de um delírio, aos 64 anos. Decide, então, contar sua vida em detalhes, mas, pouco sistemático que é, e ainda excitado pela experiência da morte, sua narrativa  segue a lógica do pensamento.


 

A.V L

Mundo


                                                Rio de Janeiro, 18 de Dezembro de 1881


Saúde

 

Médico cubano afirma saber a causa da doença do século

 


A febre amarela já matou aproximadamente 20 mil pessoas só no Brasil mais de 5 mil.A provas que mostram o transmissor pode vira ser um mosquito chamado Aëdes aegypti,seu modo de reprodução é muito rápido com isso faz com que a doença se reproduza bem mais eficaz. Os cientistas de todo mundo trabalham arduamente para ter certeza que o transmissor seja o Aëdes aegypti , se isso acontecer a única saída que temos é acabar com essa “peste” como é chamado pelos cientista atualmente,mas o modo de exterminá-lo ainda é desconhecido.Uma entrevista concedida pelo cientista cubano Carlos Juan Finlay diz “ tenho certeza que esse mosquito é o transmissor e acredito que a doença foi trazida para cá através de ovos deste mosquito nos barris

de água dos navios”.Porem Carlos foi apelidado como irracional,pois isso seria ilógico mesmo ele mostrando todo o seu trabalho.

    A febre amarela é uma doença infecciosa aguda, e também hemorrágica, alguns de seus sintomas são febre, dor de cabeça, dores musculares, mal estar e fraqueza, inclusive manchas vermelhas na pele.Por causa dos sintoma s serem semelhantes ao da gripe muitas pessoas se tratam pensado que é uma simples doença acabam morrendo por causa que é uma doença infecciosa.

Os cientista podem a te não concordar mas criou-se uma “pulga  atrás  da orelha” e agora já se tem uma duvida quanto a esse assunto.

 

A.V L

 

Brasil

                                           Rio de Janeiro, 18 de Dezembro de 1881

_____________________________


Nova noticia percorre o Brasil

O Imperador esta  perdendo seu poder e a nossa republica esta ficando mais próxima

 

 

Muitos boatos estão percorrendo o Brasil a fora e o assunto é o mais interessante possível para nós que nascemos nesta terra tropical.

Não param de dizer as más línguas que D. Pedro II está querendo ceder o seu governo, mais não é um assunto que vai ser resolvido do dia para a noite, mas se tudo isso que estão dizendo é verdade talvez em pouco tempo tenhamos uma ótima noticia.

Mas para que nós nos tornemos republica D. Pedro II vai ter quer passar por cima de muitas pessoas que não irão concordar e uma delas é Portugal que com certeza não vão querer perder o pouco poder que ainda restou sobre o Brasil. Muitos movimentos republicanos( que foram revoltas militares, revoltas religiosas e não podendo esquecer de citar as revoltas dos pernambucanos) já estão sendo formados para se proteger se for preciso, mas como saber que tudo isso que está rodeando o nosso país é verdade? A única pessoa que poderia tirar esta historia a limpo era o próprio Imperador mais infelizmente ele não quis conceder uma entrevista ao nosso jornal, mas em uma de nossas visitas em sua residência um de suas servas nos concedeu uma entrevista que explicara toda essa historia.

Diz ela: como eu trabalho por aqui escuto muitas coisas e a noticia que mais corre por aqui é que o nosso Imperador esta com duvidas cruéis enquanto a este assunto eu sei de muitas coisas mais eu tenho muito respeito pelo meu senhor e por isso à única coisa que eu posso falar é que o destino do nosso país está perto a se definir.


A Voz Literária__

Rio de Janeiro, 18 de dezembro de 1881_

Edição e Opinião

Critica
Após a abolição no Ceara grupos abolicionistas vão se organizando país adentro

 


Após divergências e diferenças de atuação entre moderados e radicais, e também depois do árduo trabalho das “senhoras libertadoras”, a abolição da escravidão foi obtida no estado do Ceara.  Seguindo um estatuto pré-fixado, vários atos pela abolição e percorreram o interior do país fundando associações que se unissem ao seu objetivo. Com isso, foram criadas organizações como a “Sociedade Perseverança e Porvir”, a “Sociedade Cearense Libertadora” e o “Centro Abolicionista”, que têm os mesmos objetivos e trabalham coma mesma seriedade

 

Eduarda Russeau  

que as “Senhoras Libertadoras”.
Como ja havia dito o jornalista José Lino da Justa, na série de artigos “Vultos da Abolição no Ceará”, quando revelou a ousadia das ação desses grupos: “aqui, em Fortaleza, chegavam até a arrebentar, de bordo dos vapores, escravos que em trânsito procediam do Norte”dizia também que “mesmo que improvável é possível que esses grupos atinjam seus objetivos”. Foi neste contexto que ocorreu o célebre fechamento do Porto do Ceará para o tráfico de escravos, movimento dos jangadeiros, sob liderança de Francisco José do Nascimento, o Dragão do Mar.
Hoje, essas idéias abolicionistas conquistaram adeptos nas grandes cidades, como Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador e Recife.
A maior mobilização sobre a campanha abolicionista já feita no país foi a do poeta baiano Castro Alves, alcançando projeção nacional com seus versos abolicionistas, fazendo com que ele fosse recentemente apelidado de “O poeta dos escravos”.
Em agradecimento ao trabalho duro das “Senhoras Libertadoras” uma escrava escreveu a poesia abaixo.
                                   
´Nascemos outr´ora livres
                                                             Em nossa pátria querida;
                                                             Foi bem vasto o nosso berço
                                                             De palmeira a sombra amiga:
                                                             Mas nossa sorte mudou (...)
                                                             Engrandecida e louvada
                                                             Seja vossa associação
                                                             Que, por decreto divino,
                                                              Nos estende agora a mão...´

As “Senhoras Libertadoras” e todos os outros grupos manifestantes serão sempre lembrados como pessoas que tentaram fazer a diferença; eles podem até não alcançar seus objetivos mas para sempre serão lembrados não só pelo povo que assistiu os manifestos mas sim e principalmente pelos escravos que souberam que existiam pessoas que se importavam com seu bem estar.    


A.V L

Entretenimento

   Rio de Janeiro, 18 de Dezembro de 1881

Navio Negreiro

Castro Alves

 

         

I

'Stamos em pleno mar... Doudo no espaço 
Brinca o luar — dourada borboleta; 
E as vagas após ele correm... cansam 
Como turba de infantes inquieta.

'Stamos em pleno mar... Do firmamento 
Os astros saltam como espumas de ouro... 
O mar em troca acende as ardentias, 
— Constelações do líquido tesouro...

'Stamos em pleno mar... Dois infinitos 
Ali se estreitam num abraço insano, 
Azuis, dourados, plácidos, sublimes... 
Qual dos dous é o céu? qual o oceano?...

'Stamos em pleno mar. . . Abrindo as velas 
Ao quente arfar das virações marinhas, 
Veleiro brigue corre à flor dos mares, 
Como roçam na vaga as andorinhas...

Donde vem? onde vai?  Das naus errantes 
Quem sabe o rumo se é tão grande o espaço? 
Neste saara os corcéis o pó levantam,  
Galopam, voam, mas não deixam traço.

Bem feliz quem ali pode nest'hora 
Sentir deste painel a majestade! 
Embaixo — o mar em cima — o firmamento... 
E no mar e no céu — a imensidade!

 

Oh! que doce harmonia traz-me a brisa! 
Que música suave ao longe soa! 
Meu Deus! como é sublime um canto ardente 
Pelas vagas sem fim boiando à toa!

Homens do mar! ó rudes marinheiros, 
Tostados pelo sol dos quatro mundos! 
Crianças que a procela acalentara 
No berço destes pélagos profundos!

Esperai! esperai! deixai que eu beba 
Esta selvagem, livre poesia 
Orquestra — é o mar, que ruge pela proa, 
E o vento, que nas cordas assobia...

Por que foges assim, barco ligeiro? 
Por que foges do pávido poeta? 
Oh! quem me dera acompanhar-te a esteira 
Que semelha no mar — doudo cometa!

Albatroz!  Albatroz! águia do oceano, 
Tu que dormes das nuvens entre as gazas, 
Sacode as penas, Leviathan do espaço, 
Albatroz!  Albatroz! dá-me estas asas.

II
Que importa do nauta o berço, 
Donde é filho, qual seu lar? 
Ama a cadência do verso 
Que lhe ensina o velho mar! 
Cantai! que a morte é divina! 
Resvala o brigue à bolina 
Como golfinho veloz. 
Presa ao mastro da mezena 

Saudosa bandeira acena 
As vagas que deixa após.

Do Espanhol as cantilenas 
Requebradas de langor, 
Lembram as moças morenas, 
As andaluzas em flor! 
Da Itália o filho indolente 
Canta Veneza dormente, 
— Terra de amor e traição, 
Ou do golfo no regaço 
Relembra os versos de Tasso, 
Junto às lavas do vulcão!

O Inglês — marinheiro frio, 
Que ao nascer no mar se achou, 
(Porque a Inglaterra é um navio, 
Que Deus na Mancha ancorou), 
Rijo entoa pátrias glórias, 
Lembrando, orgulhoso, histórias 
De Nelson e de Aboukir.. . 
O Francês — predestinado — 
Canta os louros do passado 
E os loureiros do porvir!

Os marinheiros Helenos, 
Que a vaga jônia criou, 
Belos piratas morenos 
Do mar que Ulisses cortou, 
Homens que Fídias talhara, 
Vão cantando em noite clara 
Versos que Homero gemeu ... 
Nautas de todas as plagas, 
Vós sabeis achar nas vagas 
As melodias do céu! ...

 

 

                                                                     A.V L

 

A Voz Literária

Rio de Janeiro, 18 de dezembro de 1881

 

Entretenimento


III
Desce do espaço imenso, ó águia do oceano! 
Desce mais ... inda mais... não pode olhar humano 
Como o teu mergulhar no brigue voador! 
Mas que vejo eu aí... Que quadro d'amarguras! 
É canto funeral! ... Que tétricas figuras! ... 
Que cena infame e vil... Meu Deus! Meu Deus! Que horror! 

IV    
Era um sonho dantesco... o tombadilho  
Que das luzernas avermelha o brilho. 
Em sangue a se banhar. 
Tinir de ferros... estalar de açoite...  
Legiões de homens negros como a noite, 
Horrendos a dançar...

Negras mulheres, suspendendo às tetas  
Magras crianças, cujas bocas pretas  
Rega o sangue das mães:  
Outras moças, mas nuas e espantadas,  
No turbilhão de espectros arrastadas, 
Em ânsia e mágoa vãs! 

E ri-se a orquestra irônica, estridente... 
E da ronda fantástica a serpente  
Faz doudas espirais ... 
Se o velho arqueja, se no chão resvala,  
Ouvem-se gritos... o chicote estala. 
E voam mais e mais... 

Presa nos elos de uma só cadeia,  
A multidão faminta cambaleia, 
E chora e dança ali! 
Um de raiva delira, outro enlouquece,  

Outro, que martírios embrutece, 
Cantando, geme e ri! 

No entanto o capitão manda a manobra, 
E após fitando o céu que se desdobra, 
Tão puro sobre o mar, 
Diz do fumo entre os densos nevoeiros: 
"Vibrai rijo o chicote, marinheiros! 
Fazei-os mais dançar!..." 

E ri-se a orquestra irônica, estridente. . . 
E da ronda fantástica a serpente 
          Faz doudas espirais... 
Qual um sonho dantesco as sombras voam!... 
Gritos, ais, maldições, preces ressoam! 
          E ri-se Satanás!...  

V     
Senhor Deus dos desgraçados! 
Dizei-me vós, Senhor Deus! 
Se é loucura... se é verdade 
Tanto horror perante os céus?! 
Ó mar, por que não apagas 
Co'a esponja de tuas vagas 
De teu manto este borrão?... 
Astros! noites! tempestades! 
Rolai das imensidades! 
Varrei os mares, tufão! 

Quem são estes desgraçados 
Que não encontram em vós 
Mais que o rir calmo da turba 
Que excita a fúria do algoz? 
Quem são?   Se a estrela se cala, 
Se a vaga à pressa resvala 
Como um cúmplice fugaz, 
Perante a noite confusa... 
Dize-o tu, severa Musa, 
Musa libérrima, audaz!... 

São os filhos do deserto, 
Onde a terra esposa a luz. 
Onde vive em campo aberto 
A tribo dos homens nus... 

São os guerreiros ousados 
Que com os tigres mosqueados 
Combatem na solidão. 
Ontem simples, fortes, bravos. 
Hoje míseros escravos, 
Sem luz, sem ar, sem razão. . . 

São mulheres desgraçadas, 
Como Agar o foi também. 
Que sedentas, alquebradas, 
De longe... bem longe vêm... 
Trazendo com tíbios passos, 
Filhos e algemas nos braços, 
N'alma — lágrimas e fel... 
Como Agar sofrendo tanto, 
Que nem o leite de pranto 
Têm que dar para Ismael. 

Lá nas areias infindas, 
Das palmeiras no país, 
Nasceram crianças lindas, 
Viveram moças gentis... 
Passa um dia a caravana, 
Quando a virgem na cabana 
Cisma da noite nos véus ... 
... Adeus, ó choça do monte, 
... Adeus, palmeiras da fonte!... 
... Adeus, amores... adeus!... 

Depois, o areal extenso... 
Depois, o oceano de pó. 
Depois no horizonte imenso 
Desertos... desertos só... 
E a fome, o cansaço, a sede... 
Ai! quanto infeliz que cede, 
E cai p'ra não mais s'erguer!... 
Vaga um lugar na cadeia, 
Mas o chacal sobre a areia 
Acha um corpo que roer




A Voz Literária_

Rio de Janeiro, 18 de dezembro de 1881_

 

 

_Entretenimento

 


Ontem a Serra Leoa, 
A guerra, a caça ao leão, 
O sono dormido à toa 
Sob as tendas d'amplidão! 
Hoje... o porão negro, fundo, 
Infecto, apertado, imundo, 
Tendo a peste por jaguar... 
E o sono sempre cortado 
Pelo arranco de um finado, 
E o baque de um corpo ao mar...

Ontem plena liberdade, 
A vontade por poder... 
Hoje... cúm'lo de maldade, 
Nem são livres p'ra morrer. . 
Prende-os a mesma corrente 
— Férrea, lúgubre serpente — 
Nas roscas da escravidão. 
E assim zombando da morte, 
Dança a lúgubre coorte 
Ao som do açoute... Irrisão!...

Senhor Deus dos desgraçados! 
Dizei-me vós, Senhor Deus, 
Se eu deliro... ou se é verdade 
Tanto horror perante os céus?!... 
Ó mar, por que não apagas 
Co'a esponja de tuas vagas 
Do teu manto este borrão? 
Astros! noites! tempestades! 
Rolai das imensidades! 
Varrei os mares, tufão! ... 

VI


Existe um povo que a bandeira empresta 
P'ra cobrir tanta infâmia e cobardia!... 
E deixa-a transformar-se nessa festa 
Em manto impuro de bacante fria!... 
Meu Deus! meu Deus! mas que bandeira é esta, 
Que impudente na gávea tripudia? 
Silêncio.  Musa... chora, e chora tanto 
Que o pavilhão se lave no teu pranto! ...

Auriverde pendão de minha terra, 
Que a brisa do Brasil beija e balança, 
Estandarte que a luz do sol encerra 
E as promessas divinas da esperança... 
Tu que, da liberdade após a guerra, 
Foste hasteado dos heróis na lança 
Antes te houvessem roto na batalha, 
Que servires a um povo de mortalha!...

Fatalidade atroz que a mente esmaga! 
Extingue nesta hora o brigue imundo 
O trilho que Colombo abriu nas vagas, 
Como um íris no pélago profundo! 
Mas é infâmia demais! ... Da etérea plaga 
Levantai-vos, heróis do Novo Mundo! 
Andrada! arranca esse pendão dos ares! 
Colombo! fecha a porta dos teus mares!

 

ALUNA: MARIA ALICE C. ROQUE 7º ANO - Posted at 11:01 on 14/6/2007 by Ana Claudia

JORNAL


DIA DO DESAFIO

Foi a maior animação
com música da Ivete Sangalo. Até a professora Bárbara se revelou ao dançar junto com os alunos para aquecer o frio.


SABER NUNCA É DEMAIS

No dia 13/06/07, houve uma excursão para a EXPOSIÇÃO DO CORPO HUMANO no parque Ibirapuera, MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUÊSA E SHOPPING. Foi um jeito de fixar a matéria muito mais divertido!

CAMPANHA DO COBERTOR E DO AGASALHO

Os nossos alunos não só aquece o cérebro estudando, mas se
empenham na campanha solidária do agasalho e cobertor para os menos
favorecidos se aquecerem do frio.
E quem ainda não ajudou fique a vontade para participar.
HORA DO LAZER

Olá pessoal!
Está chegando o arraiá do nosso colégio.
Será no dia 16/06/07 às 19h na quadra.
Não percam, contamos com vocês!


Colaboração de Camila - Posted at 02:32 on 31/5/2007 by Ana Claudia

A maravilha da leitura... -
Ler, é entrar em um mundo mágico sem compromisso....é entrar e mergulhar no mundo das palavras...ler é viajar no tempo, na estrada da vida...e ir a lugares imaginários, é cair sem doer, é passar horas sem sentir...é ser bicho, coisa...Ler é uma conversa consigo mesmo...
Porque melhor ler e não estudar?!
Porque a leitura é um conto, um pulo da imaginação, é o abstrato se tornando concreto.

O que o leitor quer é transformar o não em um sim...
e não um sim em sim...


LER - Posted at 08:47 on 11/5/2007 by Ana Claudia
“Ler é alimentar-se espiritualmente, é adquirir aquela inquietação interior — bem como uma série de convicções — a indescritível riqueza íntima de quem está atento à vida, de quem carrega consigo a vontade de conhecer e amar infinitamente."



"Ler é multiplicar a própria idade, é ganhar tempo, é expandir-se para todos os tempos, e, quem muito lê vai reunindo em si mais lembranças e conhecimentos do que se tivesse mil anos de idade. Vai se universalizando no tempo, e também no espaço."



LER É MELHOR QUE ESTUDAR?

Simplesmente ler

Ler sempre.
Ler muito.
Ler “quase” tudo
Ler com os olhos, os ouvidos, com o tato, pelos poros e demais sentidos.
Ler com razão e sensibilidade.
Ler desejos, o tempo, o som do silêncio e do vento.
Ler imagens, paisagens, viagens.
Ler verdades e mentiras.
Ler para obter informações, inquietações, dor e prazer.
Ler o fracasso, o sucesso, o ilegível, o impensável, as entrelinhas.
Ler na escola, em casa, no campo, na estrada, em qualquer lugar.
Ler a vida e a morte.
Saber ser leitor tendo o direito de saber ler.
Ler simplesmente ler.

Edith Chacon Theodor


Dispinível em: http://www.rainhadapaz.g12.br/projetos/portugues/eurecomendo2/ler.htm